
Comprei esse aparelhinho da foto em Nova Iorque por U$ 240.00, em novembro do ano passado. O que ele faz? Ele se conecta à minha rede sem fio e acessa um software de servidor instalado no meu computador. Ele identifica meus arquivos de áudio e vídeo (mp3, avi, DivX, etc...) armazenados no HD e os transmite na minha televisão, com qualidade de DVD. Eles ainda não chegaram no Brasil. São chamados media servers, e a Apple acabou de lançar um (Apple TV) com HD embutido. É a convergência tecnológica. Graças a esse maravilhoso “gadget” (que hoje, apenas 4 meses depois, está custando somente U$ 170.00), já não preciso gravar meus arquivos de vídeo

1. The Wind that Shakes the Barley
Filme do Ken Loach que ganhou a Palma de Ouro em Cannes. Filme pungente, bonito, mas extremamente triste. Conta a história do surgimento do IRA (Exército Republicano Irlandês) e, me parece tematizar, acima de tudo, como a intolerância, a crença cega e a intransigência podem afastar as pessoas e romper todo laço de comunicação entre elas. A fotografia é linda, e a história é contada com delicadeza e sensibilidade.

2. Talladega Nights: the Ballad of Ricky Bobby
Filme hilário do Will Ferrell que conta a história de um piloto da Nascar. É de um nonsense delicioso, e a maneira como retrata os franceses – a nacionalidade non grata da América hoje – é de se escangalhar de rir. Esse deve chegar logo aos cinemas e às prateleiras de vídeo. É cinemão, mas divertidíssimo, com um humor estranho e inteligente como o de “O Virgem de 40 anos”.


Filme coreano de 2006. Esse eu peguei no Azureus (um software cliente de Bittorrent). Consegui achar o DVD original inteiro, com menus e tudo mais. O arquivo tinha 4.3 Gigas e levou uns três dias para “baixar”. Depois foi só usar o Nero e gravar num DVD-R: pronto, tinha em minhas mãos uma cópia perfeita de um DVD lançado na Coréia (com legendas em inglês, felizmente). O filme é muito divertido e de um non-sense do tipo que só os orientais conseguem obter (já falei aqui da loucura dos asiáticos). Aliás, essa sensação de non-sense tem sido uma tônica de boa parte da produção cinematográfica contemporânea, junto à retomada e revisão de gêneros clássicos e experiências de hibridismo narrativo. The Host recupera o tradicional gênero asiático dos “filmes de monstro”, só que agora numa escala superlativa. Conta a história de um monstro criado por lixo químico (uma história que já vimos, realmente, muitas vezes) e as tentativas de uma família muito louca de resgatar uma menininha de suas garras. É comédia, ação, ficção científica: tudo ao mesmo tempo. E a criatura é uma das coisas mais impressionantes que já vi nos últimos tempos, deixando muitas inovações de efeitos especiais de Hollywood no chinelo.
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