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"Do Erick, conheci primeiro um texto. Todo mundo (colegas, alunos) vinha me perguntar se eu já havia lido o tal texto. Eu respondia que não e logo o interlocutor, qualquer que fosse, começava a desfiar o rosário de qualidades imperdíveis... os elogios eram tantos que eu já estava convencida que odiaria a leitura (detesto best-seller acadêmico). Para minha supresa a-do-rei o dito texto. Quando fui encontrar o autor (por conta de uma palestra aqui no RS) estava esperando um sujeitinho chato e arrogante, cheio de si com o excesso de talento que o destino lhe dera - nova surpresa! O Erick é tudo de bom - inteligente e talentoso, sim, mas também simpático, agradável, tranquilo...".
Por causa desse pequeno texto, me convidaram para participar, junto com o amigo André Lemos, da Semana da Imagem na Unisinos, uma das experiências mais bacanas que tive em minha vida acadêmica. Eu era um ilustre desconhecido, e a Suley disse que esperavam um velho encarquilhado de grossos óculos. Hoje eu releio esse texto e não posso deixar de me admirar com sua ingenuidade (mas também com seu vigor), a inocência de quem achava que iria conquistar o mundo. Agora, ainda entusiasmado, mas muito mais realista, reencontro com prazer muitos textos que escrevi há ainda mais tempo, nos anos do mestrado, por exemplo. Que caminhos eles não percorreram para chegar ao que são hoje? Não sou mais aquele de então ("não é possível banhar-se no mesmo rio duas vezes"), mas tenho saudades de algumas partes de mim... |